Pelo jornalista Jose Goitberg
Quem fez o PPS compilou muito bem e organizou as informações e imagens sobre essa teoria com fundamentação arqueológica de forma correta. O interessante é que a teoria tradicionalmente aceite possui ZERO de provas arqueológicas.
Anos atrás usei o Google Earth para fazer uma verificação do único caminho possível para Nweiba, principalmente focado na largura, que em média é de apenas 4 metros, com trechos de até 2 metros somente.
Verifiquei a área atual da praia de Nweiba e tecnicamente se adotarmos a medida “policial” de contabilização de pessoas em manifestações de protesto, que é de 4 pessoas por metro quadrado, com todas encostando umas nas outras, em Nweiba caberiam 150 mil pessoas.
E caso os 3 milhões aceitos por historiadores saíram de fato por este trajeto estreito, quando o primeiro chegasse a Nweiba os últimos ainda estariam em Goshem.
Se o número for para 6 milhões como os ortodoxos acreditam, então quando 1 milhão já tivessem atravessado para a Península da Arábia, 2 milhões ainda estariam em Goshem o que torna a narrativa do Êxodo menos plausível ainda.
Precisamos levar em conta que este caminho até Nweiba é um caminho muito ruim para bigas com rodas.
Mas existe outro detalhe e basta verificar o terreno do leste do Sinai no Google Earth. Vale a pena.
Tudo ali são montanhas, ravinas e caminhos estreitos moldado por rios a milhões de anos atrás. É só olhar que não há dúvidas.
Qualquer caminho é estreito e não existem espaços nem para acomodar um milhão de pessoas ou para elas se deslocarem exceto em colunas de 3 ou 4 pessoas espaçadas. Quando vemos 3 milhões de pessoas na praia de Copacabana no Réveillon, fica simples observar qual é o espaço necessário.
Poucas pessoas se perguntam por que os hebreus saíram para o deserto e rumo ao sudeste e não para norte pela linha costeira.
A explicação anômalo-mística do Chabad é que “lá estavam os filisteus em Gaza”, explicação historicamente incorreta e que os palestinos devem adorar.
De fato pouco se diz, mas o Egito dominava aquela região ao Norte inteira e os povos cananeus faziam parte do Império Egípcio (nem se usa este nome), inclusive as colinas de Jerusalém onde tinha construído uma fortaleza. Sendo assim, ir rumo Norte significa continuar no Egito.
Ir rumo sudeste, pelas MONTANHA DO DESERTO DO SINAI, significava ir por onde o Egito não controlava.
70 km ao Sul de Jerusalém a Autoridade Nacional de antiguidades de Israel encontrou uma fortaleza egípcia datada do ano 1.200 AEC, bem conservada, com artefatos está aberta a visitação. É pequena, com 324 metros quadrados.
Chama-se hoje Fortaleza Galon e o achado é bem recente e foi divulgado em 2020.
No período egípcio Jerusalém era denominada “Urusalim”, literalmente “Ur u Shalim” cidade de Shalim, uma divindade cananeia do anoitecer, mais especificamente Vênus. Este é um dos vários deuses que YHWH nos disse para não termos, lá no Monte Sinai, seja nas montanhas do Sinai ou da Arábia.
Quando o proto hebraico foi criado shalim se tornou o adjetivo shalem “ser completo, estar repleto ou pleno”, ou seja, uma forma muito respeitosa de cultuar o deus Shalim. E depois, quando uma pessoa está completa ela está em “paz” e o substantivo “shalom” foi criado.
Em árabe o deus cananeu também foi preservado com o mesmo sentido em hebraico “salim” e para as línguas anglo-saxônicas apareceu a corruptela “salem”.
As pessoas que conhecem o hebraico deveriam ficar incomodadas com a versão rabínica da reforma da virada do século 18 para o 19, quando se “explicou” Yerushalaim, como “Yir a Shalom”. Ninguém liga por não existir na gramática hebraica a palavra “shalaim” e por ela ser plural: Cidade da Paz ou Cidade das Pazes?
Ainda na mística hassídica existe ao menos um texto declarando que o Messias judeus será conhecido como Adam Shalaim (Homem Completo, mas alterando obviamente o adjetivo shalem). O Jews For Jesus também adota Adam Shalaim para o retorno de Jesus.
Ainda Ur u Shalim. “Ur” é o substantivo “cidade” em assírio antigo. Os cananeus utilizavam e isso passou para o aramaico e hebraico com “Yir”.
É impossível saber se a vogal “i” foi colocada no século 11 pela Massoret quando foram criadas as vogais (pontinhos e símbolos) acrescidos ao hebraico consonantal após uma decisão de padronizar a língua, que de fato foi implementada e vem até hoje, ou se a pronúncia Yir é antiga.
Abrão e família saíram não de uma cidade denominada “Ur”, mas de “Ur Kasdim” que nem é nome de cidade, mas algo genérico “Cidade dos Kasdim, dos Caldeus”, assírios. Havia várias.
O outro D-us que mantemos entre nós até hoje, inclusive dentro de todas as nossas sinagogas é Shamash. Hoje entendido como “auxiliar”, era no Templo de Jerusalém a chama que nunca se apagava, com a qual se acendia as outras. Inclusive era obrigatório acrescentar óleo de oliva nela, mesmo no Shabat.
Precisamos imaginar nas sociedades bíblicas a dificuldade de fazer fogo. Portanto, ter uma chama sempre acesa era fundamental. Inclusive a palavra “chama”, é obviamente “shamash”.
Mas Shamash era o deus Sol da Mesopotâmia, da cultura acadiana do terceiro milênio AEC. Como se eu precisasse dizer, o deus Sol acadiano permanece entre nós em hebraico como “shemesh”, provavelmente com as vogais alteradas pela Massoret também.
A chama que não se apaga no Templo deixou de existir no início do século 19 com a introdução dos fósforos no mercado mundial. Shamash era a chama principal e não a auxiliar.
Posteriormente (ainda não descobri quando), foi substituída pela “ner tamid” (vela eterna), colocada em posição isolada no alto, pois já não se precisava da chama dela para acender mais nada. Lembre que a sua chinesa elétrica é a top 10.
Os deuses Shalim e Shamash continuam entre nós kkk. Há outros é claro:
Anat – deusa virgem da guerra
Ashtar-Chemosh, – Esther-Shamash, deusa moabita, esposa de Chemosh (Shamash o deus Sol)
Attar – deus do amanhecer, literalmente Lúcifer the Morning Star (sobrenome judaico tradicional)
Baal – que significa apenas senhor em cananeu com o feminino Ba’al – existem 7 no panteão
El – o mais alto, o altíssimo, o Deus de todos os deuses e falamos isso todos os dias, mas é cananeu
Yam – deus das águas, vindo de Yaemaya, que era como os egípcios da era dos faraós denominavam o mar que também era considerado um deus. Foi para o politeísmo africano Yorubá como Iemanjá a rainha do mar.
Não. Junco só cresce em água doce, ao longo no Nilo e no Delta, onde se localiza Goshem. De fato, a ultima obra dos escravos foi a cidade de Pi Ramses (literalmente Cidade de Ramses) a capital do Império que fica bem a nordeste do Delta. A localização é arqueologicamente conhecida.
A questão do Vermelho é mais complicada e é introduzida com a conquista do Egito pelos Gregos, logo depois de conquistarem a Judeia.
Os egípcios foram de fato helenizados, e criados a dinastia Ptolomaica, do primeiro faraó helenizado, Ptolomeu.
A última dirigente foi Cleópatra IV. Apensas os gregos tinham um sistema geográfico cartográfico. Antes é onde o sol se põe, onde o sol nasce, onde está o Mar, onde está o Nilo. Coisas muito fixas naquela região.
Os gregos criaram um sistema cartográfico por cores. O este não existia, pois era apenas “o mar”, como os egípcios e cananeus. Norte era preto, por isso temos o Mar Negro. Leste tinha a cor amarela, e isso ainda resultou mais de um milênio depois no Mar Amarelo. E o sul recebeu a cor vermelha.
De fato nos mapas gregos temos Erytra Thalassa (thalassa é mar, femino e érytra é vermelha, também feminino) Curiosamente para os egípcios o mar também era feminino e temos aí Yemanjá até hoje.
O país Eritreia vai daí, banhado pelo Eriytra Thalassa.
A confusão total aconteceu quando o Rei James ordenou a tradução da Torá direto do hebraico para o inglês arcaico, no século 17, pois ele achava, e estava certo, que a tradução em latim era deturpada, e ela vinha da Vulgata, que por sua vez vinha da Septuaginta, tradução para o grego feita por 70 escribas judeus de Alexandria, do Egito, trabalhando em Jerusalém.
Eles já dominavam o grego, pois nasceram num Egito helenizado e o grego era como o inglês, língua globalizada no mundo conhecido. Os 70 (septuaginta significa Versão dos Setenta) introduziram muitas alterações como a troca de Knesset, assembleia em hebraico por sinagoga, assembleia em grego e entubamos isso até hoje. Assembleia de D-us seria nosso melhor nome.
Aí os tradutores do Rei James traduziram “Derech Yam Suf” (a única vez que “suf” aparece em hebraico, pois todas as outras referências são apenas “yam”, Por “by the way of the Reed sea”, pois junco em inglês é reed.
Os historiadores da bíblia tem uma opinião da qual eu compartilho. Os gráficos do Rei encarregados de dar a forma final do produto, letra por letra, eram os revisores finais também.
Deviam ser fluentes em várias línguas. O que pegou esta parte deveria conhecer o termo grego erytra thalass e ACHOU que o manuscrito estava errado e simplesmente trocou “reed” por “red”.
Adicionalmente os tradutores do Rei, adicionaram “reed” em todos os “yam” puro que existem em Devarim, o impressor os trocou por “red”.
Mas existe outra questão gramatical complexa. “yam” em hebraico pode ser aplicado a mar, lago ou rio.
Portanto, decidir que Suf é Adom, só na mística mesmo Yam Adom, Mar Vermelho, mas isso jamais foi estrito.
Caminho do Lago de Juncos é o provável. Só para contar, chamamos até hoje, nas traduções o lago Kineret e o lago Salgado de Mar da Galileia e Mar Morto.