Este é um vírus que ainda não se descobriu a cura para um mal que aflige a nossa humanidade desde os tempos remotos.
Todos os vírus de natureza biológica ou fabricados podem ter uma vacina mais cedo ou mais tarde.
Mas o vírus da cegueira ideológica inutiliza a lógica da razão e destrói o bom senso, armas que o nosso cérebro usa de imediato para combater todas as formas de intolerância, fanatismo e ignorância.
É uma cegueira que tateia o espaço virtual da realidade sem perder a mobilidade em todas as direções como um robô automatizado defendendo apenas um discurso cego do autoritarismo ideológico tirando a legitimidade de todas as formas na construção da verdade.
O vírus da cegueira ideológica é uma doença auto imune que pode contagiar pessoas com a síndrome do analfabetismo funcional, eliminando de imediato no contágio qualquer alternativa para um diálogo franco e aberto.
O contagioso despeja toda carga viral do ódio acumulado de tantas frustrações e fracassos repetidamente até que a vítima se declare incapaz de aceitar qualquer argumento contrário diante de tanto radicalismo imposto sobre o infectado.
O vírus ataca principalmente jovens em início de formação nas escolas e universidades públicas, onde a falta de organização e o bom senso não protegem estes indivíduos, tornando-se presas fáceis deste oportunismo dos formadores de opiniões acostumados ao vício e ócio produtivo para espalhar rapidamente uma nova cepa de replicantes.
É um vírus que provoca amnésia acompanhada de uma cegueira que não afetam os olhos, mas se hospeda no lóbulo direito do cérebro, impedindo que as emoções sejam controladas e a razão não se manifeste como normalmente os não contaminados se defendem.
Um vírus que tem se mantido da mesma forma há milhares de anos contaminando uma repetição ostensiva do discurso em forma de looping até que o contaminado fique na defensiva e acabe ocupando uma área do cérebro que bloqueia qualquer iniciativa de sair deste estado de inanição, letargia, falta de objetivos e incapacidade de pensar com sua própria intuição.
Este mal que aflige metade de toda humanidade é um flagelo que leva às guerras, mutilações, mentiras, fanatismo e principalmente a auto destruição através das bebidas e drogas, pois é a entrada fácil para um doente mentalmente fraco, desesperado, sem ambição, sem futuro e sem esperança.
A ciência não tem armas para combater este vírus e a sociedade é o flagelo que alimenta toda esta cadeia de zumbis adestrados, onde o único antídoto levaria muito anos para criar uma imunidade, que seria através da educação descontaminada de vícios ideológicos com rupturas para este modelo que já conhecemos.
É um vírus fabricado pelo homem e somente ele tem a cura para esta peste social que até hoje deixou estas pessoas à sua própria sorte e destino.